A reforma vai cobrar uma conversa entre sócios
1 situação
A reforma dos tributos sobre o consumo saiu do papel e entrou no calendário: a transição já começou e vai atravessar os próximos anos. Todo empresário está ouvindo falar dela — do contador, do jornal, do grupo do WhatsApp — sempre pela mesma lente: alíquotas, créditos, regimes. Quase ninguém está olhando pela outra lente. E há outra.
1 regra
Boa parte das estruturas societárias brasileiras foi desenhada em torno do sistema que está sendo substituído: empresas separadas por conveniência de regime, fluxos entre empresas do grupo calibrados pela tributação antiga, políticas de distribuição e cláusulas de acordo que assumiam um mundo com data para acabar. Quando a lógica tributária que justificou uma estrutura muda, a estrutura não cai sozinha — ela apenas passa a custar sem retribuir. E as decisões que vêm daí — simplificar, fundir, manter, redesenhar os fluxos, reescrever cláusulas de distribuição — não são do contador sozinho nem do advogado sozinho: são dos sócios, com os dois técnicos na mesa. A transição é exatamente isso: uma janela em que ainda se decide com calma e com opções. Sociedades que usarem a janela escolhem; as que esperarem o fim dela serão escolhidas pelo prazo.
1 pergunta para os sócios
"Quais das nossas estruturas e dos nossos combinados existem por causa do sistema tributário antigo — e o que fazemos com cada um deles enquanto ainda dá tempo de escolher?"
Esta Carta trata da camada societária da reforma. Os efeitos tributários do seu caso pedem análise específica, com contador e advogado juntos.
Pontes