Assembleia de sócios
Soberana- · Aprovar contas, resultados e destinação de lucros
- · Alterar contrato social e acordo de sócios
- · Deliberar sobre entrada e saída de sócios
- · Eleger e destituir membros do conselho consultivo
Em empresas familiares, o conselho consultivo raramente entra pela porta do organograma. Costuma nascer de uma necessidade prática: separar as conversas de sócios das conversas de família, e as conversas de família das decisões do dia a dia da operação.
Este é um arranjo típico — não um modelo. Cada família empresária precisa desenhar suas instâncias a partir da sua história, do número de sócios e do estágio da operação.
Um tema entra na pauta com contexto, alternativas e uma pergunta objetiva — sem essa disciplina, a reunião vira relato.
Levantamento técnico, dados financeiros, riscos e prazos. É a etapa que separa opinião de decisão informada.
O conselho analisa e emite recomendação fundamentada — que não substitui a deliberação dos sócios, mas a qualifica.
A decisão formal é tomada pelo quórum previsto, registrada em ata e comunicada às demais instâncias.
Uma matriz simples ajuda a evitar duas patologias comuns em empresas familiares: decisões executadas sem aprovação clara e aprovações que nunca chegam à execução.
| Atividade | Sócios | Conselho | Diretoria | Família |
|---|---|---|---|---|
| Definir estratégia de longo prazo | A | R | C | I |
| Aprovar orçamento anual | A | R | C | |
| Executar o plano de gestão | I | C | R | |
| Aprovar destinação de lucros | A | C | I | I |
| Deliberar entrada/saída de sócios | A | C | I | C |
| Preparar próximas gerações para papéis societários | C | I | R | |
| Revisar o protocolo de família | C | I | R |
Datas indicativas. O calendário real é definido em regimento interno das instâncias e revisto a cada ciclo anual.
Governança séria não é sobre criar reuniões. É sobre combinar, por escrito, como se decide.